David Toscana fez uma conta rápida e concluiu que se vivermos bem, quando se vive muito, o decurso não ultrapassa os 30 mil dias. Ele tem razão.
E os dias têm passado tão rápido, alguma coisa que afetou nossa percepção de tempo, tanta coisa pra fazer, tantas vontades. Acho que isso tem a ver com a quantidade imensa de pequenos interesses que vão se enfileirando, com a quantidade imensa de pequenos compromissos que nos são impostos, ou voluntariamente adquiridos.
Aliás, Odyr falou disso dia desses.
Na mesma tarde em que vi o Toscana falar, achei uma 3×4 na Av. Paulista.
O que me fez pensar que somos muitos.
E viveremos pouco.
