como se faz um hype

1.

[…]

Qual seria a solução? Especializar-se em desarmamento de bomba, isolar a vizinhança e com toda a paciência do mundo desatar o circuito? Há, no entanto, um grande risco nisso. Há somente uma chance, pois é possível que remexida em suas intimidades uma bomba engasgada desperte  nas suas mãos.

Podia começar pela claridade. Um teto transparente, ou uma grande porta de vidro que levaria a uma varanda de onde se olhasse o mar. Ou  bem alto, a cidade seria pontinhos de luz. Podia ter música (elephant gun? norwegian wood?) e lençóis brancos. Nada de rosas, nada de champagne. Podia ter sido o quarto dele, que não cheguei a ver e suas medalhas de artes marciais penduradas perto da escrivaninha. Podia ter sido à tarde, ninguém em casa, a gente foi lá para ver um filme no quarto. Não estaria com o vestido perfeito, claro. Mas a mochila com os livros da faculdade perto da cadeira, ao lado da mochila velha dele, traria leveza. Podia ter sido no quarto dele e no dia seguinte a gente marcava de se ver, tomar um café, ir ao cinema. No domingo de repente a gente almoçava, eu seria apresentada à família e derrubaria coca-cola na toalha da mesa. Mas depois do almoço a gente repetiria tudo, como se nada nunca mais acabasse, como devem ser os amores dessa época.

P.S.: eu e Liber Paz estamos trabalhando numa coisa bem bonita que vai sair ainda esse ano. Aguardem.

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