palavra

Sempre fui melhor escrevendo. Fazia cartas que torturam minha mãe até hoje desde os 12 anos (sempre uma tentativa de dizer o que sentia, sendo muito muito cruel e que agora não servem para mais nada além de torturá-la masoquisticamente). Credito o mérito ao meu mau jeito com a vida real adulta cheia de obrigações de conversas francas, discussões e imposição de ideias. Diga o que sentes. Eu não consigo.

Sou uma pessoa melhor escrevendo. Falseando uma segurança, ficcionalizando a própria imagem nos espaços entre as palavras. Organizo como posso minhas frustrações e inseguranças e medos e desilusões nessa coisa insuficiente que é a palavra.

E eu me apaixono pelos discursos alheios também. Foi assim há 6 anos.

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