be quiet.

Ontem vi uma reportagem sobre o silêncio. Que, como de costume, argumentou em contraponto comparando uma fábrica antiga cheia de máquinas barulhentas e operários com protetores de orelha inoperantes e um templo budista zen do interior do Paraná. Ou seja, dois lugares que não existem. Isso tudo deve servir para que o barulho da tevê que transmitia a tal matéria nos intervalos entre os intervalos comerciais que pagariam por ela parecesse mais inofensivo que a fábrica anacrônica e menos entendiante que um templo budista. Aí a gente fica ali, na frente da tevê ligada, ou com a música nos fones ou com um romance nos olhos. Para não ouvir-se, para não ouvir o que está ali ao lado sem querer ser ouvido.

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