provisório

Amanhã chegam os livros, os sapatos, as roupas de cama. Chega a geladeira nova, com o cheiro ainda dos plásticos que protegem a pintura, o fogão, intacto. Por enquanto, é do café que descubro o que se passa lá fora, habito nesses dias uma caverna clara sem qualquer meio de comunicação, mas que fica ali, há algumas quadras da cafeteria competente com wi-fi e baladas dos anos 90 grátis (não esquecer os fones, nota para a posteridade).

Ainda estranho o cheiro das paredes, o sabor da água da torneira da pia. Mas é agradável olhar as paredes brancas, as estantes ainda vazias, o sol que preenche todos os cantos daquela casa, que também  tem me estranhado, mas que nos recebeu com muita boa vontade.

O vazio provisório, esse vazio que habito por enquanto, é a materialização disso que tenho sentido nos últimos meses. A ausência temporária daquilo que está a caminho, um silêncio preparatório para sei lá que discurso, o recuo para impulso.

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