era um domingo sem sol quando fiz esse poema

É um silêncio noturno
o que vejo da janela por onde te espio.
— O sol veio coberto e todos parecem dormir nessa rua calma.

É um silêncio noturno
o que vejo nos teus olhos discretos que me espiam.
— Tudo se passa como se não fosse durante nossa conversa fútil.

É de um grande e denso silêncio noturno
que é feita a dúvida que em mim se move agora.
— Sou braços impossíveis abertos a tuas angústias.

Te confortaria, se pudesse.
Se entre esses meus braços bem dispostos
e impossíveis
não houvesse um vão ainda mais vazio e noturno que seus olhos.

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