um poema a Polly Morgan [trecho]

“Still birth”, Polly Morgan

 

Pássaros vermelhos preenchem um bicho oco

O cervo vazio é o céu de pássaros mortos

O tempo é mutilado na mesa da taxidermista

E um balão de festa enforca cadáveres delicados

Dos pássaros vermelhos irmãos dos outros pássaros

Que agora habitam o oco do cervo

Como a um céu cenográfico.

 

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