hologramas

No futuro seremos todos hologramas e dançaremos uns sobre dentro dos outros sem violência projetados sobre o ar rarefeito de um planeta vazio.

Não precisaremos de armas, nunca mais se ouvirá um disparo sobre o continente.

E lá embaixo entre os peixes conduziremos uns aos outros uma valsa com nossas imagens fantasmas.

No futuro seremos todos memória de alguém que não conhecemos. Para quem ensinaremos os passos de uma dança marítima – lá embaixo entre os peixes eu e você.

E sentiremos falta do amor.

– O amor, querido, é essa distância, compreende, é essa impossibilidade. Estamos sozinhos aqui desse lado da carne, o amor é o que acontece entre o olho e você, horizonte. O amor é um caminho que nunca nunca nunca nunca cumpriremos. O amor é essa distância. É o limite de um abraço o desespero de um gozo, o amor, querido, o amor é coisa de bicho que morre.

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