círculo

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Ela entendeu o círculo que nomeava o barco que interrompeu seu caminho naquela manhã um círculo que preenchia um nome ela entendeu que isso do tempo parecer um futuro que segue o presente de um passado isso do presente estar em suspenso porque o futuro – expectativa – que virará um passado sem que se cumpra, necessariamente, isso da vida ser uma linha reta, Deus, querido, Deus é um círculo.

Pense no tempo das pedras, no tempo das montanhas, na brisa que quase acarinha teu rosto rasgando as montanhas.

Quando ela percebeu-se num círculo, percebeu-se círculo, como aquele que substituía um nome gravado no barco uma luz percorreu pelo seu corpo, os olhos brilharam, é, querido a energia de qualquer coisa que nos ultrapassa isso de viver e amar e depois morrer aqui nesta vida curtinha.

Ela resolveu ali, observando o círculo do barco dentro do círculo do barco que não se culparia mais.

parece enorme, querido parece irremediável e sem saída e tem poder, claro que nisso tudo há um imenso poder, uma força que faz girar esse planeta, que faz o sangue circular por quantos quilômetros no tempo de uma vida? e no entanto aqui, de costas agora para o oceano, ouvindo o movimento do mar e o que seria desse barco no meio da tempestade que chega? De que vai adiantar qualquer símbolo místico, o que vai fazer esse círculo que não durará mais que algumas dezenas de anos? O que é um barco de proporção humana se há o mar, se há a tempestade. O amor. Imagine aquela estrela mil vezes maior que o Sol. Há milhares.

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